7 jul 2026, ter

Brasil Alinha Reforma Tributária e Superávit Primário para 2027

Governo federal detalha pacote fiscal

O Ministério da Fazenda apresentou nesta quarta-feira um conjunto de medidas fiscais que combinam austeridade com simplificação tributária, visando atingir superávit primário em 2027. O plano inclui cortes de gastos discricionários e a aceleração da reforma tributária, já aprovada no Congresso.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a meta é reduzir o déficit público para zero até o final de 2026, com superávit primário de 0,5% do PIB em 2027. Para isso, o governo propõe um limite anual de crescimento de despesas obrigatórias atrelado à inflação, além de revisão de subsídios e incentivos fiscais.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sinalizou apoio à iniciativa, destacando que a credibilidade fiscal é essencial para o controle da inflação e para a redução da taxa de juros. Analistas do mercado financeiro, como o economista Armínio Fraga, consideram as medidas positivas, mas alertam para a necessidade de implementação efetiva.

Entre os pontos principais, a reforma tributária prevê a unificação de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), modelo semelhante ao IVA europeu. A transição deve ocorrer entre 2026 e 2033, mas o governo espera redução da carga tributária sobre investimentos já em 2027.

Empresários do setor produtivo, representados pela CNI e FIESP, elogiaram a previsibilidade, mas cobram medidas de estímulo ao crescimento econômico. A expectativa é que o PIB cresça 2,5% em 2027, impulsionado pela confiança dos investidores.

O governo também anunciou o fortalecimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos em infraestrutura de energia, logística e saneamento. As obras devem gerar empregos e ampliar a capacidade produtiva do país.

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