O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira que o país registrou déficit zero nas contas públicas em julho de 2026, um feito inédito na história recente. O resultado foi alcançado após um corte histórico de R$ 100 bilhões em gastos discricionários, combinado com aumento de receitas tributárias e queda nos juros da dívida pública.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o equilíbrio fiscal era uma meta prioritária desde o início do mandato. “Este é um marco para a economia brasileira. Conseguimos sem comprometer investimentos em saúde e educação”, afirmou em coletiva.
O Banco Central, sob comando de Roberto Campos Neto, contribuiu com a redução da taxa Selic para 10,5% ao ano, diminuindo o custo do serviço da dívida. A arrecadação federal teve alta real de 8% no semestre, impulsionada pelo crescimento do PIB e pelo combate à sonegação.
No entanto, especialistas advertem que o superávit primário ainda depende de reformas estruturais. “O resultado é positivo, mas a sustentabilidade fiscal exigirá controle permanente e a aprovação de medidas como a reforma administrativa”, analisou a economista Laura Carvalho, da FGV.
Expectativas do mercado apontam para continuidade da política de ajuste nos próximos meses. O governo já sinalizou novos cortes em subsídios e revisão de benefícios fiscais.

