Balança comercial e ajuste fiscal explicam desempenho
O Brasil registrou em 2025 o maior superávit primário de sua história, totalizando R$ 50 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado supera em 20% o recorde anterior, de 2022, e foi puxado pelo forte desempenho das exportações de soja, milho e minério de ferro, além de um controle rigoroso dos gastos públicos. O ministro da Fazenda, João Silva, comemorou o número e afirmou que a meta fiscal para 2026 será ainda mais ambiciosa.
Impacto no câmbio e na economia
O superávit contribuiu para a valorização do real, que fechou o ano cotado a R$ 4,80 por dólar, e reduziu a dívida pública líquida para 58% do PIB. Analistas do Banco Central e do Fundo Monetário Internacional (FMI) consideram o resultado positivo, mas alertam para a dependência de commodities. O governo pretende usar o espaço fiscal para investir em infraestrutura, como o novo PAC, e em programas sociais.
Reações do mercado e próximos desafios
O mercado financeiro reagiu bem, com a bolsa subindo 3% no dia do anúncio. No entanto, economistas como a professora Ana Costa, da USP, apontam que o superávit não resolve problemas estruturais, como a baixa produtividade industrial. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o resultado é fruto da responsabilidade fiscal e do crescimento econômico. Para 2026, a expectativa é de superávit de R$ 55 bilhões, mas o cenário internacional demanda cautela.

