Déficit Histórico
O governo brasileiro fechou o ano de 2025 com um déficit primário de R$ 43 bilhões, o maior valor nominal já registrado na série histórica. O montante representa um aumento de 12% em relação ao déficit de 2024, que foi de R$ 38,4 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional.
O resultado negativo foi influenciado por despesas obrigatórias crescentes, como Previdência Social e folha de pagamento do funcionalismo, que somaram R$ 150 bilhões a mais que em 2024. A receita total, por outro lado, cresceu apenas 5%, insuficiente para cobrir os gastos.
Pressão sobre o Novo Governo
Economistas apontam que o déficit histórico pressiona o próximo presidente a implementar reformas fiscais ainda no primeiro ano de mandato. O mercado financeiro reagiu negativamente, com o dólar subindo para R$ 6,20 e o Ibovespa caindo 2,3% no dia.
O economista Armínio Fraga alertou que, sem contenção de despesas obrigatórias, a trajetória da dívida pública pode se tornar insustentável. O governo eleito em 2026 terá como desafio aprovar medidas como a reforma administrativa e a revisão de subsídios.
Projeções
Para 2026, a previsão do mercado é de um déficit entre R$ 45 bilhões e R$ 50 bilhões, caso não haja cortes significativos. O cenário reforça a necessidade de um pacto fiscal entre os Poderes.

