Debate sobre teto de gastos esquenta e mercado reage com cautela
O governo federal retomou as discussões sobre a revisão do teto de gastos, mecanismo que limita o crescimento das despesas públicas à inflação. A proposta, que tramita em caráter de urgência no Congresso Nacional, prevê a flexibilização das regras para abrir espaço a investimentos em infraestrutura e programas sociais.
Economistas do mercado financeiro, como André Perfeito, alertam para os riscos de descontrole fiscal. “Qualquer afrouxamento precisa vir acompanhado de cortes de despesas em outras áreas”, afirmou. Já a Fiesp defende a revisão como forma de estimular a economia. “Sem investimento público, o crescimento fica comprometido”, diz o presidente da entidade.
O ministro da Fazenda anunciou que o projeto deve ser votado até o final do mês. A expectativa é de que a tramitação seja conturbada, com forte lobby de setores beneficiados por emendas parlamentares.
O mercado financeiro reagiu com cautela: o Ibovespa fechou em queda de 0,8%, e o dólar subiu para R$ 5,10. Analistas recomendam cautela e monitoramento das negociações no Congresso.

