Mercado financeiro reage com turbulência à decisão do Copom
O dólar comercial fechou em forte alta de 2,3% nesta quarta-feira, cotado a R$ 6,10, maior valor desde março de 2025. A Bolsa de Valores brasileira (B3) recuou 1,8%, com o Ibovespa aos 125.400 pontos, pressionada por ações de empresas expostas ao consumo interno. O movimento ocorreu um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 14,75% ao ano, surpreendendo agentes financeiros que esperavam alta de 0,75 ponto.
Segundo analistas, a decisão mais dura do BC foi motivada pela persistência da inflação, que acumula alta de 5,2% em 12 meses. O comunicado do Copom indicou que novos ajustes podem ocorrer nas próximas reuniões, caso o cenário fiscal continue pressionando os preços. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou que a pasta respeita a autonomia do BC, mas defendeu medidas que estimulem o crescimento econômico.
No mercado internacional, o índice S&P 500, de Wall Street, operou estável, enquanto o dólar subiu frente a moedas de países emergentes. Investidores aguardam os dados de emprego nos Estados Unidos, que devem influenciar a próxima reunião do Federal Reserve. A volatilidade deve persistir até o próximo Copom, em junho.

