Mercado reage a indicadores econômicos e decisões políticas
O dólar comercial registrava queda de 0,8% por volta das 15h desta quinta-feira, cotado a R$ 5,12, influenciado por dois fatores principais: a divulgação de dados que apontam desaceleração da economia nos Estados Unidos e a aprovação, no Congresso Nacional, de medidas fiscais que visam equilibrar as contas públicas brasileiras.
Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego subiram para 245 mil na última semana, acima das expectativas do mercado, que esperava 235 mil. Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI) de maio ficou em 1,5% na base anual, abaixo dos 1,7% previstos. Esses números reforçam a tese de que o Federal Reserve pode interromper o ciclo de alta de juros, o que enfraquece o dólar globalmente.
No Brasil, a aprovação do projeto de lei que reonera parcialmente a folha de pagamentos de 17 setores da economia, em votação simbólica na Câmara dos Deputados, foi bem recebida pelo mercado. A medida é vista como um passo importante para o ajuste fiscal do governo, que busca cumprir a meta de déficit zero em 2024.
O mercado também monitora a inflação brasileira, com o IPCA-15 de junho previsto para ser divulgado na sexta-feira, e a expectativa de que o Banco Central possa manter a Selic em 13,75% ao ano na próxima reunião do Copom.
Segundo analistas, a combinação de juros elevados no Brasil e sinais de afrouxamento monetário nos EUA pode atrair fluxo de capital estrangeiro para o país, fortalecendo o real. No entanto, as incertezas fiscais e o cenário político ainda geram cautela.

