Inflação Fora de Controle: Como a Alta dos Juros Atinge o Bolso do Brasileiro
O Banco Central do Brasil elevou a taxa Selic para 14,25% ao ano, o maior patamar desde 2016. A medida, anunciada nesta semana, visa conter a inflação que já ultrapassa os 10% nos últimos 12 meses. Especialistas alertam que o impacto será generalizado: desde o crédito imobiliário até o custo do cartão de crédito rotativo.
Para o consumidor, as parcelas de financiamentos e empréstimos ficarão mais caras. Pequenos empresários, que dependem de capital de giro, terão que repassar os custos ou reduzir investimentos. A Confederação Nacional do Comércio estima que as vendas no varejo podem cair 5% no próximo trimestre.
Enquanto isso, o governo federal enfrenta pressão para conter gastos e evitar que a dívida pública ultrapasse 80% do PIB. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o ajuste fiscal é fundamental para ancorar as expectativas de inflação.
Para os investidores, a renda fixa se torna ainda mais atraente. Contudo, a Bolsa de Valores (B3) pode sofrer com fuga de capital estrangeiro, diante do cenário de juros elevados nos Estados Unidos e na Europa.

