Inflação americana surpreende e renova esperanças de cortes de juros
O mercado financeiro global registrou forte alta nesta quinta-feira, após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que caiu para 3,0% em junho, abaixo do esperado. O resultado animou investidores, que passaram a precificar com mais força a redução dos juros pelo Federal Reserve ainda neste ano. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de 2,5%, enquanto o dólar comercial recuou para R$ 5,20. O movimento também beneficiou ativos de risco, como criptomoedas e ações de tecnologia.
Impacto no Brasil e cenário doméstico
No Brasil, a notícia foi recebida com entusiasmo, especialmente após semanas de turbulência política. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou que o dado externo reforça a tendência de desaceleração inflacionária global. A B3 registrou volume recorde de negócios, e os juros futuros caíram. Analistas destacam que a redução da inflação americana pode aliviar a pressão sobre o Banco Central brasileiro, que mantém a Selic em 13,75%. A queda do dólar também favorece setores como varejo e turismo.
Próximos passos e cautela
Apesar do otimismo, especialistas alertam para a necessidade de cautela. O núcleo da inflação americana ainda está acima da meta de 2%, e o Fed pode manter o discurso hawkish. No Brasil, a tramitação de reformas fiscais no Congresso segue como ponto de atenção. O mercado aguarda a ata do Copom e novos dados de emprego nos EUA para confirmar a tendência.

