Podcasts: a nova trilha sonora dos Jogos Olímpicos de 2026
Em junho de 2026, os podcasts alcançaram um marco histórico: ultrapassaram os videocasts em audiência durante os Jogos Olímpicos, com mais de 1,2 bilhão de horas ouvidas em todo o mundo. A modalidade de áudio, que há anos vinha crescendo de forma constante, finalmente se consolidou como o formato de mídia preferido para consumo de conteúdo esportivo e cultural, especialmente entre jovens de 18 a 34 anos.
Segundo dados da Associação Internacional de Áudio Digital, o crescimento foi impulsionado por séries originais como “Ouro na Voz”, que narrava os bastidores da preparação dos atletas brasileiros, e podcasts de análise tática que se tornaram febre em aplicativos como Spotify e Apple Podcasts. A trend também foi influenciada pela inclusão de podcasts em playlists de estações de rádio tradicionais e pela integração com assistentes de voz, que permitem ouvir episódios completos durante os treinos.
Empresas como a NPR e a Globo Play investiram pesado em produções exclusivas, contratando nomes como o ex-jogador Ronaldo Fenômeno e a jornalista esportiva Ana Thaís Matos. “O áudio permite uma intimidade que o vídeo não consegue”, afirmou Ronaldo em entrevista ao PodCast show semanal. A tendência também se reflete no crescimento de anúncios em podcasts, que movimentaram US$ 2 bilhões apenas no primeiro semestre de 2026.
Para especialistas, o boom dos podcasts olímpicos marca uma mudança definitiva nos hábitos de consumo de mídia, com o formato conquistando espaço não só no esporte, mas em temas como política, ciência e entretenimento. “Estamos vivendo a era de ouro do áudio”, concluiu a CEO da PodCo, Marta Silva, durante o evento PodWeek 2026.

