O Podcast no Brasil: Uma Retomada Histórica
O mercado de podcasts no Brasil vive um momento de ouro. De acordo com o relatório anual da Associação Brasileira de Podcasters (ABPod), o número de ouvintes cresceu 30% em 2025, atingindo a marca de 50 milhões de pessoas. O fenômeno é impulsionado pela popularização de conteúdos nichados, que atendem a interesses específicos como finanças pessoais, saúde mental e true crime.
Nomes como Nátaly Neri, que comanda o podcast “Mano a Mano”, e Felipe Neto, com seu “Podcast do Neto”, lideram as listas de mais ouvidos. Grandes empresas também entraram no jogo: a Globo lançou o “Podcast da Ana Maria Braga”, unindo o público da TV à nova mídia.
Os dados da ABPod mostram que o tempo médio de escuta semanal subiu para 6 horas, e 70% dos ouvintes preferem conteúdos com mais de 40 minutos. A monetização também aumentou: o investimento publicitário em podcasts cresceu 45% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 400 milhões.
Para o criador de conteúdo e especialista em áudio, Pedro Dantas, o segredo está na intimidade: “O podcast cria uma conexão mais profunda com o ouvinte, que sente que está conversando com o apresentador”. Ele completa: “A curadoria de conteúdo e a regularidade são os diferenciais para quem quer se destacar”.

