O Boom dos Videocasts
Em julho de 2026, o universo dos podcasts vive uma revolução silenciosa: cada vez mais programas migram para o formato audiovisual, impulsionados por plataformas como YouTube e Spotify. O fenômeno, batizado de ‘videocast’, já responde por mais de 40% do consumo total de podcasts no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Podcasters (ABPod).
Novos Formatos e Receitas
Grandes nomes como Felipe Neto e Camila Coutinho lideram a tendência, adaptando seus programas para estúdios com câmeras e edição dinâmica. A Mudita Filmes, produtora especializada, reporta aumento de 300% na demanda por gravações em vídeo desde 2024. ‘O público quer ver quem fala, as expressões, o ambiente’, explica a CEO Ana Clara Mendes.
Do lado dos anunciantes, a Mudita Filmes atrai marcas como Nubank e Magazine Luiza, que pagam até 50% mais por inserções em videocasts. O CMO da Nubank, João Paulo Vieira, afirma: ‘O engajamento é muito maior quando o consumidor vê o apresentador falando do nosso produto’.
Desafios e Críticas
Nem todos celebram. Críticos apontam que o videocast perde a essência do áudio, que permitia multitarefa. ‘Estamos virando TV de novo’, reclama a podcasters veteranos como Leo Lins. Além disso, a produção é mais cara: um episódio em vídeo custa em média R$ 15 mil, contra R$ 3 mil do áudio puro.
Mesmo assim, a tendência parece irreversível. O Spotify já anunciou que, a partir de agosto, todos os podcasts originais da plataforma serão gravados em vídeo. ‘É uma resposta ao comportamento do usuário’, diz a diretora de conteúdo da empresa no Brasil, Mariana Ribeiro.

