O que muda com a reforma tributária?
A reforma tributária, aprovada em 2023 e em fase de regulamentação, começa a valer em etapas a partir de 2026. A principal mudança é a unificação de cinco tributos (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) em dois: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), estadual/municipal. O objetivo é simplificar o sistema, reduzir a burocracia e aumentar a transparência.
Para as empresas, a alíquota padrão estimada é de 25%, uma das mais altas do mundo. No entanto, setores como saúde, educação e transporte público terão alíquotas reduzidas em até 60%. A cesta básica nacional terá imposto zero, enquanto carnes, queijos e outros alimentos ficarão com alíquota reduzida em 50%.
Para o consumidor, o impacto imediato será na conta de luz (redução de impostos) e em serviços financeiros (que podem ficar mais caros). Produtos importados sofrerão com o Imposto Seletivo, apelidado de ‘imposto do pecado’, sobre bebidas alcoólicas, tabaco e veículos poluentes.
A transição completa para o novo sistema ocorrerá até 2033. Até lá, conviveremos com os dois modelos. O governo espera que a reforma gere crescimento econômico, mas o curto prazo pode trazer pressão inflacionária e desafios de adaptação para pequenos negócios.

