25 jun 2026, qui

Selic a 14%: Impactos na Economia e no Bolso do Brasileiro

Copom eleva Selic para 14% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic para 14% ao ano, maior patamar desde 2016. A decisão unânime busca conter a inflação, que acumula alta de 4,5% em 12 meses, acima do centro da meta de 3%.

Impactos no crédito e consumo

Com a alta dos juros, o crédito fica mais caro: cartão de crédito, cheque especial e financiamentos tendem a ter taxas mais elevadas. Para o consumidor, o recomendado é evitar dívidas e priorizar pagamento à vista. O mercado imobiliário também sofre, com financiamentos mais restritos.

Investimentos: renda fixa se destaca

Para os investidores, a Selic alta beneficia ativos de renda fixa, como Tesouro Direto, CDBs e fundos DI. A poupança, que rende 0,5% ao mês mais TR, continua perdendo para a inflação. Especialistas recomendam diversificar a carteira.

Inflação: causas e perspectivas

O IPCA acelerou por pressão de alimentos e energia. Economistas preveem que a Selic deve se manter elevada até o primeiro semestre de 2026, quando a inflação deve convergir para a meta.

Reações do mercado e governo

A bolsa (Bovespa) caiu 1,2% no dia do anúncio, enquanto o dólar subiu a R$ 5,80. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a política monetária, mas prometeu manter o ajuste fiscal.

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