Artistas se unem contra desigualdade
Cantores como Caetano Veloso, Anitta e Seu Jorge lideram um movimento histórico para reivindicar melhores condições de remuneração no mercado fonográfico digital. Em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, os artistas apresentaram dados alarmantes: menos de 1% dos streamings geram 99% da receita das plataformas. A cantora Liniker destacou: ‘É uma distorção que precisa ser corrigida com urgência’. O movimento, batizado de #MúsicaJusta, já conta com mais de 500 assinaturas de músicos independentes e grandes nomes.
Reivindicações e próximos passos
Entre as demandas estão a criação de um fundo de compensação para artistas menores, transparência nos algoritmos de recomendação e uma nova regulamentação para o pagamento por streaming. O cantor e compositor Criolo afirmou: ‘Não queremos esmola, queremos justiça’. A mobilização inclui a entrega de um documento à Câmara dos Deputados, com apoio de parlamentares da Frente Parlamentar da Música. Especialistas preveem que o debate se estenderá até 2027, quando deve ser votada a reforma da Lei de Direitos Autorais.

