O governo federal anunciou nesta quarta-feira um corte de R$ 50 bilhões em subsídios e incentivos fiscais previstos no Orçamento de 2027. A medida, segundo o Ministério da Fazenda, é parte de um esforço para reduzir o déficit primário e estabilizar a dívida pública. Os setores mais impactados serão combustíveis, energia elétrica e exportações, que perderão parte dos benefícios tributários.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em coletiva que a redução é necessária para garantir a sustentabilidade fiscal. “Não podemos continuar gastando mais do que arrecadamos. Esses subsídios representam um peso significativo nas contas públicas”, disse. O corte representa cerca de 0,5% do PIB. A expectativa é que a economia gerada ajude a cumprir a meta de déficit zero em 2028.
A medida gerou reações imediatas no setor produtivo. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a decisão, argumentando que pode aumentar custos e prejudicar a competitividade. Já economistas do mercado financeiro avaliaram positivamente, destacando o sinal de responsabilidade fiscal. A Câmara dos Deputados terá que aprovar o Orçamento com as alterações propostas.

